Se você já sabe como funciona uma limpeza de praia, quero te levar agora para viver uma delas comigo. Para saber mais sobre o projeto Praia Limpa da Kouda clique aqui.
Muito antes do primeiro saco de lixo ser aberto, existe toda uma preparação para que a ação aconteça. E, quando o dia termina, a sensação sempre é de que quem mais mudou fomos nós!
Nesse diário, vou compartilhar os bastidores de uma limpeza realizada na Praia do Galeão, na Ilha do Governador, onde retiramos 1.795 kg de resíduos da Baía de Guanabara.
A limpeza começa muito antes de chegar na praia
Eram quase 18h quando saímos de Saquarema rumo ao Rio de Janeiro.
O carro estava completamente cheio: luvas, sacos, ferramentas, equipamentos e tudo o que precisávamos para que a ação acontecesse da forma mais organizada possível.
Chegamos por volta das 20h e nossa primeira parada foi no mercado. Toda ação começa também pelo cuidado com quem vai participar dela. Compramos os ingredientes dos famosos "sanduíches do Bruno". Quem já participou das nossas ações conhece bem. Pão francês, queijo, tomate, requeijão e muito capricho. Parece simples, mas antes de horas carregando pneus, colchões e sacos de lixo, um sanduíche desses faz toda a diferença. Os pescadores já perguntam por eles logo que chegam, antes mesmo da limpeza começar.
Naquela noite também deixamos tudo separado para começar bem cedo no dia seguinte e aproveitar cada segundo na praia!
O dia começa antes do nascer do sol
O despertador tocou às quatro da manhã.
Enquanto ainda estava escuro, passamos o café e organizamos os lanches que levaríamos para toda a equipe.
Uma das coisas que facilitam muito essa rotina são os equipamentos que nos acompanham em praticamente todas as ações. A garrafa térmica da Kouda mantém o café quente durante toda a manhã, enquanto a bolsa térmica conserva os alimentos frescos mesmo depois de horas sob o sol. Quando passamos o dia inteiro em campo, são detalhes como esses que tornam a logística muito mais prática e confortável.

Pouco antes das seis horas chegamos ao nosso destino. A Praia do Galeão, na Ilha do Governador.
Quem já foi ao Aeroporto Internacional do Galeão provavelmente passou bem perto dali.
Apesar da vista incrível panorâmica para a Baía de Guanabara e para a cidade do Rio de Janeiro, a praia convive diariamente com um problema sério: a enorme quantidade de resíduos que chegam trazidos pelas marés.
Onde a maré baixa, o lixo aparece
Conforme a água vai recuando, começa a surgir uma quantidade impressionante de resíduos que estavam escondidos sob a areia.
É um cenário que poucas pessoas prestam atenção! Colchões, brinquedos, pneus, isopor, plásticos de todos os tamanhos. E milhares de pequenos fragmentos que já começaram a se transformar em microplásticos, um dos maiores desafios ambientais da atualidade.

É impossível participar de uma ação dessas sem refletir sobre nossos hábitos de consumo. Cada objeto encontrado conta uma história. Uma escova de dentes, uma garrafa, uma embalagem de shampoo, um brinquedo, tudo aquilo, em algum momento, fez parte da rotina de alguém.
Quem limpa essa praia são pessoas que vivem do mar
Uma das partes mais especiais do projeto é a equipe.
As nossas ações acontecem junto com pescadores locais remunerados.
Pessoas que durante muitos anos viveram da pesca na Baía de Guanabara, mas que hoje também encontraram na chamada "pesca de lixo" uma nova fonte de renda e uma forma de recuperar o lugar onde sempre trabalharam.
Naquele dia éramos eu, Bruno, quatro barcos, oito pescadores e uma socorrista.
Assim que distribuímos os sacos, cada equipe seguiu para uma direção diferente.
Enquanto parte dos pescadores limpava a própria Praia do Galeão, outros seguiram de barco para praias próximas, algumas ainda mais impactadas pelo acúmulo de resíduos.
Essa é uma realidade pouco conhecida.
Muitas dessas áreas simplesmente não são atendidas pelos serviços convencionais de limpeza urbana.
O lixo encontrado fala muito sobre a nossa forma de viver
Uma das maiores lições de participar de uma limpeza de praia é perceber que o problema não começa na praia.
Ele começa muito antes: começa na forma como consumimos, na maneira como descartamos nossos resíduos, na ausência de coleta seletiva em algumas regiões, na falta de políticas públicas, na obsolescência, no plástico usado por poucos minutos, mas que permanece na natureza por décadas ou até séculos.

Existe uma estimativa amplamente divulgada por organizações ambientais de que, se nada mudar, até 2050 poderá haver mais plástico do que peixes nos oceanos em peso. Na Baía de Guanabara, às vezes parece que esse futuro já chegou.
Para muitos pescadores, o lixo já ocupa o espaço que antes era dos peixes.
Por isso, apoiar iniciativas de limpeza de praias, conservação ambiental e preservação dos oceanos significa também apoiar quem depende diretamente da saúde desses ecossistemas.
O impacto de um único dia de limpeza
Os números ajudam a mostrar a dimensão do problema, e também o quanto uma ação coletiva pode fazer diferença.
Na limpeza realizada na Praia do Galeão, retiramos 1.795 kg de resíduos em apenas um dia de trabalho.
Entre os materiais encontrados estavam pneus, colchões, brinquedos, isopor, plásticos, e diversos resíduos menores que, com o tempo, se fragmentam e dão origem aos microplásticos.

Esses resíduos representam um risco para a fauna marinha, para a qualidade da água e também para as comunidades que dependem do oceano como fonte de renda.
Mas esse resultado não aconteceu sozinho.
Ele foi possível graças ao trabalho da equipe de pescadores locais, ao apoio de parceiros e de pessoas que acreditam que cuidar do oceano é uma responsabilidade coletiva.
Ao longo do mês de junho, o projeto Limpeza de Praias retirou um total de 2527 kg de resíduos das praias, rios e lagoas.
A Kouda, através do programa Praia Limpa, financia a recuperação de 500kg de resíduos todo mês, além disso, a cada compra realizada no site da Kouda utilizando o cupom LIMPEZADEPRAIAS ajuda a tornar esse impacto ainda maior. Além de garantir 15% de desconto, 10% do valor da compra é destinado ao projeto, permitindo que mais resíduos sejam retirados de praias, rios e lagoas em todo o estado do Rio de Janeiro.
No total no mês de junho, graças ao patrocínio da Kouda e as vendas com o cupom LIMPEZADEPRAIAS, foi possível financiar diretamente a retirada de 872 kg de resíduos, recuperando áreas que normalmente não recebem limpeza convencional.

Muito além da limpeza de praia
Sempre que volto para casa depois de uma ação, tenho a sensação de que quem mais mudou fui eu. É impossível sair de uma limpeza em um dia inteiro recolhendo aquilo que a sociedade descartou sem começar a repensar as próprias escolhas.
Cada limpeza termina deixando a praia um pouco melhor do que encontramos.
Mas o impacto mais importante talvez aconteça depois, quando cada pessoa passa a consumir de forma mais consciente, reduzir o uso de descartáveis e olhar para o oceano com mais responsabilidade.
Eu gosto de dizer que “cuidar do planeta pode ser um ato de rebeldia.”
Enquanto muita gente espera que alguém resolva os problemas ambientais, existem pessoas colocando a mão na massa todos os dias para construir um futuro diferente.
Talvez seja exatamente assim que a mudança começa.

Quer fazer parte dessa mudança?
As ações do Limpeza de Praias só acontecem graças ao apoio de pessoas e empresas que acreditam que proteger o oceano é uma responsabilidade coletiva.
A Kouda é patrocinadora oficial do projeto e ajuda a tornar possível a recuperação de áreas críticas que não recebem limpeza convencional.
Se você quiser fazer parte dessa corrente, pode apoiar o projeto de uma forma simples: utilizando o cupom LIMPEZADEPRAIAS no site da Kouda.
Além de ganhar 15% de desconto, 10% do valor da sua compra é destinado diretamente ao projeto, ajudando a retirar ainda mais resíduos de praias, rios e lagoas.
Cada mochila, garrafa térmica, bolsa ou acessório adquirido se transforma em apoio para novas ações e em mais impacto positivo para o oceano.
Tem alguma dúvida sobre limpeza de praias, preservação dos oceanos ou sustentabilidade? Escreve aqui nos comentários! Além de respondermos, sua pergunta pode inspirar os próximos conteúdos do blog.
Beijos,
Lu.



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